Inspirações Food-se para o carnaval

O carnaval acontece a partir do dia 5 de fevereiro e para comemorar no estilo Food-se, nos inspiramos em alguns dos nossos parceiros e selecionamos algumas fantasias pra te inspirar! Você pode mandar fazer ou botar a mão na massa pra sair com um look delicioso e irreverente nos blocos de rua. Ah, use #foodse se sair por aí inspirado pelo estômago (depois do carnaval tem surpresa). 

A culinária oriental é para todas as idades.

Que tal ser um hambúrguer por um dia?

As minimalistas também têm vez. Inspirações estilo Carmem Miranda, frutas e até pipoca.

E também tem opção para curtir em casal, do fast-food até a alta gastronomia.

Aproveite o carnaval com consciência e logo mais a gente está de volta para o ano começar de vez.

Em breve.

Em março, estreia nossa coluna: 2 Cafés. Aqui vamos bater um papo com ícones de empreendedorismo Food no Brasil para inspirar novos talentos. O primeiro convidado é de transbordar de inspiração.

Coca-Cola anuncia mudança na estratégia de marketing

Após anos com a campanha Abra a Felicidade, a Coca-Cola anunciou nova mudança mundial de estratégia de marca. 

A Coca-Cola anunciou ontem (19) uma mudança global em seu slogan e estratégia de marca.

Desde 2009, o mote da Coca era “Abra a Felicidade”, no Brasil – “Open Happiness”, no original.

Agora, o mote será “Taste The Feeling”, que por aqui ficou “Sinta o Sabor”.

Marcos de Quinto, novo diretor global de marketing da empresa, anunciou que a antiga campanha, que se ampliava em mensagens de paz, anti-bullying e outros temas sobre a existência humana, se tornou um tanto enfadonha e séria.

Agora, quer simplesmente apreciar o momento de abrir uma lata de Coca e tomá-la num dia quente de verão.

À revista Ad Age, comentou: “A Coca-Cola começou a falar de uma maneira um tanto enfadonha às pessoas. E a marca sempre significou um simples prazer. A grandeza da Coca-Cola reside em sua humildade, em sua simplicidade”.

Um novo vídeo, que mostra amigos se divertindo em momentos de felicidade e leveza, representa claramente o que será “Taste The Feeling”.



Outra grande mudança vai unificar os diversos tipos de Coca.

A “marca única” promoverá campanhas que englobarão a Coca-Cola normal, a Diet e a Zero.

Nos comerciais já apresentados, a arte ao final é bem reveladora.

Quatro garrafas de Coca aparecem, uma de cada cor: vermelha, verde, preta e cinza. Depois, elas se unem em um círculo vermelho, formando o logo da marca.

Entende-se que cada garrafa representa um dos tipos de Coca: a vermelha é a “tradicional; a verde, a Coca-Cola Life, presente em poucos países; a preta é a Coca-Cola Zero; a cinza, a Coca-Cola Diet.

Assista ao vídeo:



Rodolfo Echeverria, vice-presidente de Criação da marca, também falou à Ad Age sobre o significado da mudança, explicando que a marca não quer mais “consertar a felicidade” com “ideias de alto nível”.

A nova campanha, diz Echeverria, é “sobre viver a intimidade e a simplicidade dos momentos”.

Ele descreveu a frase “Pegue uma Coca e sorria” (que aparece em nova campanha) como um símbolo da nova direção da marca.

Agências do mundo todo foram contratadas pela empresa para criar as novas campanhas, como a Ogilvy, de Nova York; a Sra. Rushmore, de Madrid; a Santo, de Buenos Aires; e a Mercado-McCann, também argentina.

 



No Brasil, começam a passar “Anthem” (“Hino”), além de “Break Up”.

A agência brasileira Mutato, do Grupo JWT, ficou responsável por criar 20 vídeos de 15 segundos cada para serem usados no Instagram da marca. Os vídeos foram batizados de “Thirstygrams”


Fonte: Exame http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-troca-slogan-e-anuncia-mudancas-apos-7-anos

Camarão artificial está sendo criado por Start Up para proteger oceanos

A pesca exagerada acaba colocando em risco certas espécies, e o camarão é uma delas. A New Wave Foods está criando um camarão artificial feito de algas e proteínas.

O consumo e a pesca de camarão em larga escala são um problema sério para os oceanos e o problema é que tem muita gente que não abre mão da iguaria. Mas uma invenção parece ser a solução para este problema.

A start up New Wave Foods, empresa criada por biólogas da Universidade Carnegie Mellon e do Instituto Scripps de Oceanografia, criaram uma proposta ambiciosa para tentar evitar a escassez da espécie nos mares: fazer um camarão tão bom e saudável quanto o normal, porém, feito a partir de algas e proteínas.

Inicialmente, a empresa tentou salvar tubarões. A proposta inicial era criar, em laboratório, um produto que se assemelhasse às barbatanas do peixe carnívoro. Só em 2013, uma pesquisa da Universidade de Dalhousie, no Canadá, mostrou que mais de 100 milhões de tubarões são mortos anualmente pela pesca. Porém, os objetivos mudaram quando as cientistas viram que dava para ir mais longe e estudar o camarão, que é o fruto do mar mais consumido nos Estados Unidos.

O alimento ainda está sendo desenvolvido, mas um elemento de sua composição já está definido, uma estirpe de algas (parte que funciona como raiz da planta) usada como alimento por camarões. É que essa substância deixa o produto bem parecido com “o de verdade”. Não há previsão de quando o alimento começará a ser vendido no mercado. Segundo as pesquisadoras, uma primeira leva feita para testes e demonstrações está planejada para fevereiro, nos Estados Unidos.

Fonte: Hypeness http://www.hypeness.com.br/2015/12/para-proteger-oceanos-startup-esta-criando-camarao-artificial-feito-a-partir-de-algas-e-proteinas/

Anti-restaurante: o preço é livre e o cliente é convidado a lavar a louça

Luciano e Fátima, unidos pela gastronomia e por uma proposta de trabalhar para viver e ser feliz, "só", com a Ecozinha.

Com a cozinha colaborativa, Luciano e Fátima encontram uma maneira de viver sem buscar o lucro.

Luciano e Fátima, unidos pela gastronomia e por uma proposta de trabalhar para viver e ser feliz, “só”, com a Ecozinha.

A Ecozinha é uma experiência gastronômica em busca de relações mais saudáveis com a comida e com o dinheiro. “Restaurante? Não, estamos mais para anti-restaurante”, afirma Fátima Mazarão, 27, a historiadora e cozinheira que toca a empreitada junto com Luciano Vaini, 37, seu namorado e cozinheiro por formação. Um quadro negro posicionado ao lado das travessas com a comida explica a proposta da dupla: “Feijoada vegana, farofa de banana, arroz/salada: esse almoço custou 220 reais, deixe sua contribuição =)”.

Sua cozinha itinerante é recente, tem apenas quatro meses e ainda testa o modelo de negócio. Realiza este tipo de refeição com preço livre às sextas-feiras no espaço Solimões 541, casa coletiva em Curitiba que ocupa junto a outras três iniciativas culturais. O almoço é servido como em casa de família: comida na mesa e todos sentados ao redor, nada de garçons, menu ou conta. Quando dá tempo, os cozinheiros sentam junto e comem com os presentes, que também estão convidados a lavar o prato após a refeição. A proposta é desacelerar para se aproximar de uma rotina melhor, mais saudável e com mais olho no olho.

Fátima e Luciano testam o mesmo modelo de contribuição livre também no Espaço Cultural Terreirão, onde realizam quinzenalmente o projeto Angu – cozinha popular brasileira, que revisita nossos pratos típicos em versões vegetarianas. Ela diz que é sempre gostoso participar das atividades do Terreirão, mas pondera que a lógica da conta aberta não funciona tão bem por lá. Eles nunca tiveram prejuízo, mas, se a arrecadação voluntária não melhorar, estudam ir com mais calma na experiência e colocar um preço fixo no Angu.

UMA CULINÁRIA VEGANA, ARTESENAL E COLETIVA

Além destes encontros periódicos, a Ecozinha também presta serviços para eventos e participa de feiras no circuito cultural de Curitiba. Sua culinária não utiliza nada de origem animal ou industrial, prefere orgânicos da estação. Fátima descobriu sua vocação para a cozinha durante um mestrado em Portugal, onde foi estudar História Contemporânea. Morava numa casa coletiva e cozinhava para muita gente. Todos dividiam os custos mas, com o tempo, ela notou que as contribuições começaram a ser maiores do que a conta do mercado. Seus amigos passaram a financiar espontaneamente a empreitada, sem nunca terem conversado a respeito. Assim, plantaram a semente do modelo de contribuição livre que a Ecozinha testa hoje.

A iniciativa tomou forma como empresa em 2014, com Fátima e a amiga Daniela Carvalho cozinhando para o evento que aparecesse. O projeto seguiu para Portugal em julho do mesmo ano, quando a amiga Cuka Linck se inspirou no trabalho da Ecozinha e começou o mesmo trabalho na cidade do Porto. Em outubro, Fátima se mudou para lá e colaborou com Cuca até voltar novamente para o Brasil, em janeiro de 2015. Então, conheceu Luciano, ele sim gastrônomo que sempre trabalhou em cozinha. O casal se encontrou com a mesma vontade de viver bem, de buscar uma alimentação saudável e possibilidades mais justas para ganhar seu dinheiro. Compartilhar dessa ideologia faz parte da relação dos dois.

Almoço da Ecozinha servido na Das Nuvens, também em Curitiba: clima familiar e convite para lavar a louça depois de comer.
Almoço da Ecozinha servido na Das Nuvens, também em Curitiba: clima familiar, preço livre e convite 
para lavar a louça depois de comer.

Para eles, a parte mais prazerosa da empreitada é inventar novas receitas, misturar ingredientes, testar novos pratos. Se entendem alquimistas: páprica defumada, cúrcuma, sal marinho, açafrão, gengibre, sempre em busca de uma combinação nova. Ocuparam a cozinha da Solimões 541 com uma prateleira enorme, cheia de potes de vidro com especiarias e outros ingredientes, é o seu laboratório ou, como já disseram, caldeirão de bruxa.

A casa é uma iniciativa recente, começou a funcionar em abril deste ano bastante inspirada nos preceitos de troca e abertura propostos pela Laboriosa 89, espaço coletivo em São Paulo que acabou recentemente após uma rica experiência de colaboração (contamos essa história no Draft, aqui).

Na Solimões, estão hoje quatro iniciativas: Ecozinha, Bambaê produções culturais, a fotógrafa Daiana Luiza e a produtora Larissa Maris. A casa segue como espaço aberto e apropriável, suas contas estão dispostas em um grande quadro negro na sala e o financiamento também é coletivo: levantam cerca de 2 000 reais por mês via Unlock, plataforma de crowdfund recorrente por meio da qual os apoiadores financiam uma parte da empreitada.

TRABALHAR PARA VIVER, E NÃO O CONTRÁRIO

A contabilidade é feita a lápis em um caderninho que Fátima guarda em casa. Não há perspectiva de acumular, pois eles não se entendem como empresa que busque lucro. Querem, em vez disso, tranquilidade para viver bem. Luciano se dedica integralmente à iniciativa, enquanto Fátima divide expedientes e é professora de História para o ensino fundamental e médio. Depois de cobertos os custos, no caixa da Ecozinha sobram cerca de 1 500 reais por mês. Eles sabem que não é o ideal — e que Luciano poderia ganhar muito mais trabalhando em um restaurante. Mesmo assim, ela considera que vale a pena:

“Fazemos o que gostamos, do jeito que gostamos, em um projeto pessoal que está funcionando há poucos meses. No fim das contas, é uma delícia e vamos continuar”

Até o final deste ano, pelo menos, eles vão se manter na Solimões, tentando vivenciar a proposta de cozinha colaborativa enquanto levam a produção itinerante para outros espaços. Sabem, porém, que a experiência tem prazo de validade. “O pior mesmo tem sido a grana”, conta Fátima. Ela entende que 2016 será o ano para racionalizar o trabalho, encontrar o que está dando certo e seguir em frente.
 

O casal prepara um almoço na Das Nuvens, outra casa coletiva de Curitiba.

Fátima e Luciano, do Ecozinha, preparam um almoço na Das Nuvens, outra casa coletiva de Curitiba.

Além da realidade de seu próprio negócio, Fátima vê também uma mudança de cenário. Ela considera que estamos enfrentando mudanças nos paradigmas da alimentação, onde a opção natural cada vez mais ganha espaço sobre a industrial. Ela diz não entender bem como gastamos tanto com fast food, mas renovou suas esperanças aos encontrar seções de orgânicos muito bem abastecidas em mercados europeus. Acha que é questão de tempo até a tendência se fortalecer de vez por aqui.

A Ecozinha é uma iniciativa pequena, que não pretende crescer e disputar mercados. Sua lógica é atuar no micro e considerar o impacto no macro. Eles ainda vão plantar uma horta no quintal da Solimões. O objetivo ali é garantir tranquilidade material e prazer no cotidiano, tanto de Fátima e Luciano, como dos frequentadores. E isso, Fátima garante sorrindo, estão conseguindo.

De presente para o Draft, ela deixa a receita da Frida, o hambúrguer mexicano de feijão vermelho que é servido lá na Ecozinha:

Hambúrguer
1 xícara de feijão vermelho cozido e escorrido
Meia cebola cortada em cubinhos
2 dentes de alho
Meio pimentão vermelho cortado aos cubinhos
Sal, pimenta do Reino, páprica defumada
Farinha de rosca

Colocar todos os ingredientes no processador e misturar até formar uma massa homogênea, adicionar a farinha aos poucos até dar o ponto em que se consiga fazer bolinhas que não grudam nas mãos.

Guacamole: 1 abacate grande maduro
Meia cebola cortada em cubinhos
1 tomate sem sementes cortado em cubinhos
Coentro,sal, cominho, pimenta do Reino
Amasse o abacate até ficar um creme liso, adicione o restante dos ingredientes e misture.
Acerte o sal, pimenta, coentro e cominho a gosto.
Pico de gallo:
1 cebola roxa cortada aos cubinhos, 1 tomate cortado aos cubinhos, 1 pimentão amarelo cortado aos cubinhos
Coentro, sal, azeite de oliva
Misturar os ingredientes até que todos estejam temperados com sal e azeite de oliva.
Servir os ingredientes em pão cervejinha ou pão de água.

E, se tiver alguma dúvida, pode escrever para a Fátima que ela ajuda (o contato está logo aqui abaixo, no Draft Card).

Fonte: Projeto Draft http://projetodraft.com/um-restaurante-que-e-uma-experiencia-de-anti-restaurante-o-preco-e-livre-e-o-cliente-e-convidado-a-lavar-a-louca-no-fim/

Urban Farmers vai cultivar alimentos orgânicos no topo dos prédios de São Paulo em 2016

 A Urban Farmers chega ao Brasil para trazer o projeto de criar pequenas fazendas no topo dos prédios, produzindo alimentos livre de agrotóxicos e desperdício.

A Urban Farmers é uma iniciativa suíça que deve chegar em breve a São Paulo, depois do sucesso em seu país de origem. O objetivo do projeto é produzir alimentos no ambiente urbano sem nenhum tipo de agrotóxico e evitando desperdícios.

A vinda da Urban Farmers ao Brasil aconteceu graças aos brasileiros Daniel Pacheco, Talita Marinho e Alexa Gaspar, que foram até a Suíça conhecer a ação, se apaixonaram e decidiram tentar trazê-la para um dos ambientes mais áridos e hostis das terras tupiniquins: a cidade de São Paulo.

Agora, o grupo está acertando os últimos detalhes desse intercâmbio com o fundador e presidente da empresa, Roman Gaus, e busca terraços, no topo de edifícios, que comportem as instalações do projeto, e cujos proprietários tenham interesse em colaborar.

Para que as hortas urbanas sejam instaladas é preciso pelo menos mil metros quadrados de área para a construção da estufa para o cultivo de vegetais diversos como legumes, frutas e ervas. No mesmo espaço, peixes são cultivados em tanques e a água com os resíduos dos animais é levada, por meio de tubos, até a plantação para adubá-la.

Completando o ciclo, as plantas filtram essa água, que volta para o tanque dos peixes. O resultado disso tudo são alimentos fresquinhos vendidos posteriormente para supermercados, restaurantes e consumidores diretos, que podem fazer encomendas e recebê-las em casa.

A novidade deve chegar a São Paulo em 2016.

Fonte: Hypeness http://www.hypeness.com.br/2015/12/empresa-suica-vai-cultivar-organicos-no-alto-de-predios-paulistanos-em-2016/

Fechado Para Jantar: a experiência de levar a alta gastronomia a lugares inusitados

Para criar um jantar inusitado é preciso boa comida, um lugar diferente, bons clientes e muita ajuda! As estratégias de publicidade apoiam financeiramente o evento e são feitas para que o cliente seja o maior beneficiado. 

Não é novidade que a gastronomia recebeu um sopro de criatividade nos últimos anos. Se antes os restaurantes eram comparados com base em estrelas do Michelin, o maior guia do segmento, por seu serviço de primeira, talheres de prata e taças de cristal, hoje a lista que ranqueia os 50 melhores restaurantes do mundo (da revista inglesa Restaurant) leva em conta a inventividade e a capacidade dos estabelecimentos criarem uma cozinha mais autêntica.

O chef Raphael Despirite é da terceira geração de um dos mais tradicionais restaurantes paulistanos, o Marcel, especializado em gastronomia francesa clássica. Para além dos aprendizados que tem na cozinha da casa, ele criou um dos projetos gastronômicos mais inventivos da cidade – que foi de carona para outras capitais do país, como Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro.

Batizado de Fechado para Jantar, o projeto organiza jantares em lugares inusitados, que não se assemelham em nada aos salões dos restaurantes tradicionais. “A ideia surgiu do desejo de criar uma experiência que fosse tão divertida para quem faz quando para quem consome. Tinha que ser algo informal e simples, como se o jantar acontecesse na minha casa”, ele diz.

Que tal um jantar exclusivo que acontece numa… livraria? (foto: Dani Derani) 

Um dos diferenciais do Fechado para Jantar é que os eventos acontecem em livrarias, teatros, no Morro do Vidigal, em uma loja de utensílios de cozinha, no depósito de uma loja de móveis, em uma biblioteca pública ou onde mais for possível. “Tenho mania de olhar todo e qualquer lugar da cidade e imaginar como seria se ali tivesse um restaurante. O Fechado me dá oportunidade de brincar com isso”, diz. O projeto foi criado em outubro de 2012 e de lá para cá não parou mais, expandindo sua atuação, inclusive com novos formatos de eventos, como alguns corporativos privados e um mais voltado ao conceito de bar, que vai estrear este ano e terá pelo menos duas edições. 


“A princípio pensei em abrir um restaurante, um espaço diferente, mas este mercado maluco e imprevisível de restaurantes me assustou. Eu não tinha dinheiro suficiente pra bancar a empreitada e não queria me aventurar com investidores”, conta Raphael. A saída foi realizar esses jantares itinerantes, que acontecessem em datas específicas, geralmente em três ou quatro dias.

Raphael Despirite em ação: o chef finaliza os pratos e contribui para o clima informal dos eventos. 

O “piloto”, por assim dizer, surgiu quando, caminhando por São Paulo, Raphael teve a ideia: “Por que não pegar um daqueles apartamentos gigantes do Centro e transformar no meu lugar por alguns dias?”. Contratou uma banda de jazz, alugou um apartamento na região central, emprestou umas mesas e cadeiras do seu restaurante, reuniu todos os copos de requeijão da sua casa e fez acontecer. Os três dias de evento tiveram lotação esgotada.

A resposta imediata do público não apenas deu a segurança que ele precisava para organizar novos eventos, como também indicou que Raphael estava no caminho certo. “As pessoas têm se cansado de todos os rituais que ocorrem no restaurante tradicional, todo o serviço formal e às vezes até arrogante. O chef artista com dólmã e brasões bordados, a comida que tem que ser interpretada”, diz. 
O Fechado para Jantar foi criado para fazer o comensal se sentir protagonista, com uma dinâmica que faz dele mais um convidado do que um cliente: na mesa há inscrições com seu nome, muitas vezes há brindes na saída. 

“O que me interessa é fazer o cara curtir o momento. As pessoas não vão ao restaurante só pra comer. Isso para um cozinheiro pode parecer o fim do mundo, mas se pensarmos bem é algo óbvio”

A ideia era simples: um jantar mais legal, um lugar inusitado da cidade, boa comida, boa música ao vivo, geladeiras com cerveja no salão, sem garçons, e ele mesmo servindo os pratos.
COMO TRANSFORMAR UMA BOA IDEIA EM UM NEGÓCIO

Para fazer dos eventos um negócio, Raphael chamou um amigo advogado que sonhava em montar um bar para ser sócio e, com o passar dos primeiros meses, incorporaram mais dois amigos à sociedade. Hoje são em quatro: um administrador, um produtor e dois cozinheiros, que abriram uma empresa, a Casa RAURIC, para administrar todos os eventos, que se diversificaram nesses mais de dois anos de atuação.

Além dos jantares casuais e dos eventos corporativos (para clientes de diversos ramos), eles também têm um buffet para fazer casamentos mais descontraídos e vão lançar este ano o Knock Knock, um Fechado par Jantar com mais jeito de bar, “para as pessoas comerem e beberem em pé”, como explica o chef. Hoje, a empresa são apenas eles, mas durante um evento de grande porte, podem trabalhar com até 130 colaboradores, contratados como terceiros.

O início de 2013 marcou a profissionalização do negócio. “Com produções mais robustas e ousadas, nos deparamos com uma demanda por investimento, basicamente em capital de giro pelo volume de eventos que aconteciam em praças que não tínhamos uma rede de fornecedores já mapeada, fora de São Paulo”, conta Pedro Kluppel, que cuida da administração do grupo. “Tivemos um aporte de aproximadamente 190 mil reais para viabilizar a estratégia daquele ano. De lá para cá nossos investimentos na empresa são oriundos de nosso resultado operacional, basicamente em produções mais robustas e não em custos fixos”, afirma.

A edição do Fechado para Jantar realizada na CasaCor teve patrocínio da Brastemp. 

Para tornar os eventos viáveis, eles adotaram os modelos de patrocínio, com cotas para empresas (Whirlpool e Brastemp já patrocinaram edições do evento), que participam com contrapartida financeira e, em alguns casos, também com produtos. “O valor das cotas e perfil de contribuição é definido a partir do perfil da marca em questão e qual a demanda do produto da marca na operacionalização do evento”, diz Pedro. Um exemplo funciona com bebidas alcólicas, em que a cota de patrocínio é definida a partir do volume estimado de saída do produto para bonificação e o complemento em contrapartida financeira. No caso da marca não ter nenhum tipo de produto a ser oferecido nos eventos, ela entra apenas com investimento.

Pedro diz que a relação com muitos dos patrocinadores foi mesmo de parceria. “Eles entenderam nosso modo de funcionamento e hoje tornam viáveis as nossas realizações”, diz. Como cada evento exige uma logística diferente, dependendo do espaço onde acontece, a concretização pode ser bastante variável. “Mesmo após três anos de operação, ainda é bastante difícil estimar com precisão os custos de cada edição pelo fato de selecionarmos locais bastante inusitados para a realização dos eventos. Sempre temos surpresas em infra-estrutura, por isso analisamos caso a caso”, conta. 

COMO ATRAIR E RETER PATROCINADORES

Mais do que ajudar a aumentar a receita, os patrocínios atuam como uma política de subsídio do valor do ingresso final ao consumidor, no caso dos eventos abertos ao público — Fechado para Jantar e Knock Knock. “Acreditamos que o fator ‘pessoas’ é um dos grandes diferenciais dos nossos produtos e se cobrássemos mais do consumidor final talvez teríamos um público mais nichado e perderíamos a chance de reunir pessoas com perfis distintos e histórias diferentes para contar”, afirma Pedro. A escolha dos patrocinadores também passa por esse critério, como Raphael explica: 

“A ideia é fazer parcerias de verdade. Nenhum dos patrocinadores está ali por acaso. Não queremos fazer jabá de um produto ou outro, mas sim criar uma experiência de marca dentro de um contexto informal e bacana”

Entre distribuidoras de bebidas e marcas de acessórios de cozinha, os patrocinadores variam. Mas muitos acabam repetindo os patrocínios em mais de uma edição. 

“São empresas que entendem que não adianta só contar historias bonitas, o consumidor precisa sentir uma conexão verdadeira. É mais do que storytelling, é viver a marca de fato”, diz Raphael. 

“Nosso lema sempre foi ‘mais do que um jantar, uma história para contar’”. Com os jantares em locais inusitados, reunindo pessoas sedentas por comer bem e se divertir, ele e seus sócios estão ajudando a contar uma nova história na gastronomia. 

Fonte: Projeto Draft http://projetodraft.com/fechado-para-jantar-a-experiencia-de-levar-a-alta-gastronomia-a-lugares-inusitados-e-informais/

A estratégia de um supermercado para vender as frutas que jogamos fora

Uma rede de supermercados francesa decidiu criar uma estratégia de comunicação para vender os alimentos que não eram escolhidos por serem feios.

Frutas e vegetais são sempre escolhidos cuidadosamente no mercado, sendo que muitas vezes aqueles alimentos que são mais feios acabam sendo descartados pelos consumidores e vão para o lixo. Apesar da aparência, tais alimentos contém o mesmo sabor e nutrientes. Para mostrar esse potencial escondido, uma rede de mercados da França criou um projeto chamado Inglorious Fruits & Vegetables”.

Para convencer o consumidor a comprar um alimento feio, a empresa decidiu colocá-lo em uma embalagem bonita, simples mas eficaz, além de um desconto de 30%. Um tipo de projeto que deveria servir de inspiração para outras empresas, confira:

 

Fonte: Plugcitários http://plugcitarios.com/2014/08/13/luta-contra-o-desperdicio-de-comida/