Nespresso, além do café.

Café. Este grão categoriza-se como uma commodity. Será possível criar diferenciação neste segmento? A Nespresso, desde 1993, vem demonstrando que sim.
Muito mais do que café, a Nespresso vende “uma experiência única”, é assim que a empresa define seu negócio. As promessas da marca giram em torno da experiência: – “Nespresso traz uma nova dimensão ao mundo do café”. – “Nespresso é um estilo de vida e uma arte de viver”. – “Nespresso é uma experiência única que alia perfeição, prazer, simplicidade e estética.”
Nespresso é uma subsidiária da Nesté. Sua estratégia foi vender café diretamente para o consumidor final. Lançou suas operações inicialmente na França e na Suiça, sem nenhum suporte de propaganda, voltada para um nicho preciso de formadores de opinião. Suas pesquisas identificaram potencial para o segmento premium de luxo e, assim, boutiques de luxo em endereços nobres das cidades foram abertas, apoiadas por um e-commerce com forte expressão de códigos de luxo.

A Nespresso é hoje uma marca icônica. Seu “monopólio”, “Experiência única de luxo”, é difícil de ser desafiado ou copiado.

O QUE DIFERENCIA A MARCA NESPRESSO NO MERCADO SÃO SUAS PROMESSAS DE VALOR, SUA EXPERIÊNCIA ÚNICA DE LUXO. A MARCA DIZ QUE SUA REVOLUÇÃO NÃO É SOBRE CAFÉ, MAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO CAFÉ.

O produto café tem a ver com a razão, a experiência café atinge o emocional e é muito mais poderosa. O produto café se refere a coisas. A experiência café se refere a gente, e esta deve ser a prioridade.
As marcas, o conhecimento corporativo, a sustentabilidade, a rede de relacionamentos, o capital intelectual são todos ativos de natureza intangível, que garantem diferenciação, venda e margem das empresas.
Não precisamos de bola de cristal para prever que, em um futuro próximo, haverá excesso de empresas empregando pessoas com qualificações semelhantes, oferecendo produtos e serviços semelhantes, com qualidade e preços semelhantes, onde todos estarão competindo. Como consumidores, ok, gostamos de ter liberdade de escolha e ficamos cada vez mais exigentes. Afinal, quando o consumidor tem escolha, é ele que manda.
Como empreendedores, entretanto, não vai ser moleza. Não será nada trivial criar vantagens competitivas sustentáveis em um ambiente com tanto dinamismo e opções. Dentro deste ambiente extremamente ofertado, a diferenciação em relação aos concorrentes e o conhecimento do consumidor não será apenas um desejo das empresas mas uma necessidade para garantir sua sobrevivência.
Ativos intangíveis
De maneira evolutiva, os diferenciais competitivos das empresas estão em seus valores intangíveis. O conjunto deles é o que garante a diferenciação competitiva das empresas, que impulsiona os seus negócios e que permite que alcancem altas margens.
O planejamento estratégico de médio e longo prazo da companhia deve se fixar na marca, no conhecimento corporativo, na sustentabilidade, na rede de relacionamentos, no capital intelectual… ou seja, em ativos de natureza intangível. Serão estes os indutores que vão, com maior probabilidade de sucesso, habilitar a empresa para ser percebida como original e única por seus clientes – um desejado “monopólio”.
As empresas costumam medir seu desempenho baseadas em indicadores financeiros e medidas quantitativas. Tais critérios não são mais suficientes: o novo ambiente exige que as empresas adquiram a capacidade de gerir rotineiramente aquilo que representa sua vantagem competitiva.
Escolhas
Estratégia tem a ver com escolhas, um território em que a empresa procura ser única. A essência da estratégia consiste em fixar limites para aquilo que se deseja fazer. É impossível ser tudo para todos e, em um ambiente muito ofertado, é melhor identificar os nichos do mercado.
A empresa precisa desenvolver um profundo conhecimento sobre quem escolheu ser (genuinamente) e desta forma, sem desvios, desenvolver um profundo conhecimento sobre seus clientes, o ambiente competitivo e suas realidades econômicas.
O objetivo correto da estratégia é a lucratividade maior. Ela se refere ao significado essencial que estamos tentando passar para o cliente e o tipo de cliente que desejamos atingir.
Clientes
A empresa define seus clientes se manifestando de forma coerente com o que escolheu ser, seus valores intangíveis, ética, estética. Quando bem executado, vai transmitir a identidade desejada e atrair o público que lhe interessa facilitando bastante a criação de valor sustentável, por já  existir identificação e empatia.

PARA SER AUTÊNTICO DE VERDADE, TEMOS QUE TER A CAPACIDADE DE NOS COLOCAR NO LUGAR DO CLIENTE. O CLIENTE QUE NOS INTERESSA.

Devemos buscar empatia antes de conhecer sua motivação: isso é importante.
Cliente e consumidor são diferentes na essência. Consumidor representa um personagem indefinido, uma estatística, representa um sem número de indivíduos indistintos que consomem bens por seu valor prático ou econômico. O cliente, entretanto, é um personagem definido, com personalidade distinta, com estilo seletivo e particular, que tem uma relação emocional frente às criações da empresa.
Os clientes não compram produtos apenas pelo seu valor prático ou econômico, eles demonstram compreender o valores intangíveis e o significado daqueles bens em suas vidas. Além disso, eles percebem que tais produtos ajudam a defini-los da maneira como desejam ser entendidos pela sociedade.
A maioria das pessoas no mundo dos negócios está olhando as coisas analiticamente, levantando números e fazendo planilhas. Ao invés de se perguntar qual é a experiência real, costumam pensar de um ponto de vista logístico operacional. Hoje em dia, é difícil vencer confiando apenas na dominância dos sistemas clássicos de distribuição; devemos focar na apresentação da marca com forte conteúdo emocional.


A publicidade pode ajudar a construir marcas, mas a autenticidade é o que as faz durar. Quando as pessoas (seu pessoal e clientes) acreditam compartilhar valores com a empresa, permanecem leais a ela.
Os valores intangíveis de uma empresa em nossa indústria vêm da qualidade da experiência oferecida. Esta experiência é holística, completa, abrangente, transformadora e, acima de tudo, emocional.
Os ativos intangíveis e intelectuais estão relacionados às vantagens competitivas das empresas. São eles que viabilizam retornos excepcionais e, quanto maior for a parcela destes ativos na empresa, maior a geração de valor aos seus acionistas.

Food-se e Radio Ibiza parceria de dar água na boca


Dá só uma olhada na parceria que acaba de sair do forno: Cool-zinhando uma playlist exclusiva feita pela Rádio Ibiza para inspirar o nosso blog.

A identidade musical é mais uma estratégia para posicionamento de marca, através dela podemos definir mais quem é a marca, transmitindo características pela música.
“O paladar de marcas da gastronomia no Brasil traduzido em música: ritmo, raíz, sonoridades plurais, assim como os temperos e condimentos da nossa terra. Do clássico ao novo, a tradução auditiva para os sabores da Food-se se baseia em músicas que falam de ingredientes, sabores e cores, do tropical ao lúdico, musica também é feita de detalhes.” 

                   

Playlist atualizada com uma seleção de músicas que acabou de sair do forno.

Continue curtindo a nossa antiga playlist aqui embaixo.

T.T. Burger e Uber, co-branding MATADOR!

Na última segunda (23/11), o  T.T. Burger e o Uber deram o que falar no co-branding food inédito aqui no Brasil. Os 100 primeiros clientes que pediam clicando no botão UberBurger através do app Uber  receberam um T.T.
Burger por conta das marcas.

A ideia era juntar duas marcas que possuem a irreverência no DNA de posicionamento proporcionando uma experiência inédita.

Os hambúrgueres do T.T., que já são favoritos, foram até a galera junto com um suco da marca Do Bem, também parceira do T.T. e o  serviço personalizado do Uber.

O resultado você acompanha no regram dos sortudos que se deram bem logo aí embaixo, quem participou e não conseguiu ficar entre os primeiros, as marcas prometem novidades em breve.                  

        Motoristas Uber em ação
À esquerda, foto da @brunawr e à direita foto do @uber_rj

Chef’s Table, branding gastronômico do Netflix.

Sucesso arrebatador do Netflix, o Chef’s Table tem ganhado cada vez mais força e já se tornou uma grande aposta. Por enquanto tem 1 temporada com 6 episódios. Em cada um deles, conta a história de um chef renomado que usa a cozinha de forma diferente e trata a culinária como arte. A frente do episódio:
  1. Massimo Bottura (Osteria Francescana em Modena, Itália)
  2. Dan Barber (Blue Hill Restaurant em Stone Barns e New York City, USA)
  3. Francis Mallmann (El Restaurante Patagonia Sur em Buenos Aires, Argentina)
  4. Niki Nakayama (N/Naka Restaurant em Los Angeles, Califórnia, USA)
  5. Ben Shewry (Attica Restaurant em Melbourne, Australia)
  6. Magnus Nilsson (Fäviken em Järpen, Suécia)
O chef Ben Barner do restaurante Blue Hill em Nova Iorque possui uma fazenda chamada Stone Bars onde produz parte dos alimentos que vai para os restaurantes, inclusive existe um dentro fazenda! Por conta disso, ele monta o cardápio com alimentos da temporada para diminuir o uso de alimentos industrializados e repensar o modo em que comemos. Quando temos todos os alimentos disponíveis em qualquer época do ano, esquecemos da época de cada alimento e, consequentemente, isso afeta na qualidade da produção. É um assunto que além de ser pensado por muitos restaurantes de alta qualidade, está em pauta atualmente pela onda atual de alimentação saudável.

Outra parte interessante é ver os bastidores da cozinha e como cada chef conseguiu o reconhecimento que tem hoje. Cada chef tem uma história que vale a pena ser contada e é isso que essa série aproveita.

A fotografia da série é uma obra de arte. Desde as entrevistas, até a montagem dos pratos. É possível ver o cuidado da produção de cada cena e da sua edição. 

Aproveite e comece a planejar as viagens para visitar cada um desses restaurantes. 
É um mergulho em experiências, detalhes e histórias, tudo que mais amamos.

Food-se: fome de detalhes

  Food-se: Marcas Gastronômicas

                                                                    #fomededetalhes

Você é Chef? tem um restaurante? ou está pensando em abrir o seu? Ah é amante da boa gastronomia? ou só curioso do universo gastronômico… seja qual for, se você é food, então esse é o seu canal. Por aqui eu vou te contar tudo que acontece no cenário das marcas gastronômicas, além disso vou trazer muito conteúdo dedicado ao estratégico, o que fazemos e o que é feito lá fora.

Um tour pelo nosso canal…

Baba Baby – o que de melhor acontece no cenário da gastronomia.
Sabor pelo Mundo – dicas de restaurantes irreverentes ao redor do mundo.
2 Cafés – entrevistas exclusivas com grandes nomes do empreendedorismo gastronômico.

Bon appétit! 
Vanessa  e time Food-se

Marca Oreo lança churros

A marca Oreo vai levar para os mercados o churros de Oreo! Também serão lançados o Oreo de coco queimado e com recheio de brownie seguindo a estratégia portfólio de sabores como cerveja, banana split, veludo vermelho e muitos outros. As edições especiais da marca são comuns nos EUA.
A J&J Snack Foods, responsável pela marca Oreo, vai lançar nos EUA uma nova sobremesa: churros de bolacha Oreo.
Em novembro de 2014, já havia uma versão dos churros da Oreo. Só que eram apenas “massa”. Junto com eles, era preciso comprar o pote individual de creme.
Dessa vez, os churros já serão recheados com creme e ainda terão um açúcar para passa por cima depois de assados.
A empresa lançou duas versões. Uma menor, no estilo “petisco”, e outra com 25 centímetros. Ambas recheadas com creme Oreo.
Por enquanto, só é possível encontrá-lo nos EUA. Ainda não se sabe quando a novidade chegará por aqui.
Disposta a dominar o segmentos de sobremesas, a Oreo também lançou uma bolo de sorvete e novos sabores para os biscoitos: coco queimado e chocolate brownie.
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/marca-lanca-o-oreo-churros

Vida de cão no T.T. não

A marca Reserva TT Burger é adepta ao conceito “petfriendly”, o comedouro é batizado de “Vida de cão no TT não” o deck permite que a cachorrada entre junto com seus donos e em breve terão muitas outras novidades.
Atenção porque esse vídeo tem cenas explicitas de fofura.

Dá só uma olhada na clientela canina:
 

Como crescer 28% enquanto o concorrente cai 2%

Imagine um fast food que:

– Não é rápido: a espera é de pelo menos 15 minutos;
– Não é barato: custa 15% mais que a concorrência;
– Não tem variedade: o menu traz apenas 5 itens;
– Não faz ofertas nem anuncia na TV;
– Não tem sobremesa ou mesmo cafezinho.

Ninguém apostaria no sucesso de um lugar assim. Mas a rede de comida mexicana Chipotle confiou no próprio taco. E se deu bem: é o maior fenômeno atual da indústria de restaurantes dos Estados Unidos.

A explicação se resume a uma palavra: Millennials.

Nascidos a partir de 1980, eles são comprovadamente mais conscientes, preocupados com o meio ambiente, questões sociais e, principalmente, com o que estão ingerindo.

Nenhuma marca soube entender – e atender – melhor este público do que o Chipotle. Cada “não”acima é baseado em uma inquietação da nova geração:

Não é rápido: os ingredientes são frescos e preparados na hora. Todas as 1783 lojas não possuem freezer ou microondas.

Não é barato: a carne vem de produtores que criam os animais de forma natural, sem antibióticos ou hormônios de crescimento.

Não tem variedade: os itens são adquiridos localmente, de fazendas que não usam agrotóxico ou agridem o meio ambiente.

Não tem sobremesa e café: a rede prefere se concentrar em poucos produtos e entregá-los com muita qualidade.

Pesquisas mostram que os Millennials são ambiciosos, querem lançar movimentos, influenciar pessoas e mudar culturas. Se uma marca conseguir mobilizá-los, é certeza de propaganda garantida e gratuita.

Chipotle tem uma legião de seguidores, digitais e reais, que cuidam de repercutir suas ações e fortalecer sua imagem. Quer um exemplo? Em janeiro, a empresa comunicou que 30% de suas lojas não mais ofereceria Tortilla de porco. Porque flagraram um fornecedor maltratando os bichos, e romperam imediatamente o contrato.

O que normalmente geraria reclamações – a falta de um produto – gerou milhões em mídia espontânea. Uma avalanche de manifestações de apoio e admiração invadiu as redes sociais.


Graças a essa forma inovadora de atuar, Chipotle cresceu 28% em 2013 e 2014, num segmento que enfrenta crescente rejeição. O McDonald’s, por exemplo, no mesmo período encolheu 2%.

Chipotle é um claro exemplo de oportunidade disfarçada nas mudanças.

E por falar em mudança, sabe qual a principal diferença entre o marketing do Século XX e do XXI? Antes, bastava oferecer sabor, porções generosas e publicidade poderosa. Atualmente, tão importante quanto o que você faz, é o que deixa de fazer. Isso demonstra sua filosofia, princípios e valores. O prato preferido dos novos consumidores.

Curiosidade: Apesar de não anunciar ofertas na TV, esporadicamente Chipotle produz comerciais. O primeiro deles, de 2012, traz o conceito da marca numa animação primorosa. Conquistou apenas o prêmio máximo da propaganda mundial: Grand Prix do Festival de Cannes. Deguste com um burrito.


Fontes:
Revista Exame: 22 de julho de 2015 – “O anti-McDonald’s”
The Washington Post: http://www.washingtonpost.com/news/wonkblog/wp/2015/02/02/the-chipotle-effect-why-america-is-obsessed-with-fast-casual-food/
The Wall Street Journal: http://www.wsj.com/articles/mcdonalds-faces-millennial-challenge-1408928743
Carlos Domingos, publicitário, escritor e palestrante.