Neurociência: Olfato e Paladar são sentidos exclusivamente sentimentais

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Neurociência: Olfato e Paladar são sentidos exclusivamente sentimentais

O papo de hoje é neurociência, vocês ainda tem duvidas que isso é assunto nosso?! Hoje vamos entender que ela ta muito mais presente na gastronomia, do que podemos imaginar. Afinal, quem nunca ouviu o termo “Comer com os olhos!”

Mas vamos por partes! A Neurociência é o campo que procura responder uma das perguntas mais inquietantes de todas: afinal, como o nosso cérebro funciona? Ela estuda o sistema nervoso de forma mais ampla e completa. Sua atuação abrange desde a formação e a estrutura do cérebro, passando pelo funcionamento e desenvolvimento das atividades mentais, e conclui com as conexões do cérebro com o nosso comportamento.

Pode parecer que, dos cinco sentidos, apenas um se refere à comida, mas não é tão simples assim. Mesmo antes de provar um alimento, os outros sentidos também são explorados em uma experiência gastronômica, sobretudo a visão e o olfato, e em muitos casos a audição também, como quando ouvimos o barulho da panela de pressão por exemplo, além de muitos outros fatores, que condicionam toda essa experiência.

A tal ponto que a apreciação de um prato não é igual em uma mesa com toalha ou em uma sem, com música agitada ou tranquila, com talheres de prata ou de plástico, desfrutando de uma excelente companhia ou uma não tão boa assim!

O papo ta bom, mas que tal identificarmos como cada um dos sentidos atua na hora da refeição. Vamos lá:

Visão

Nosso cérebro se encanta com a beleza da comida e se torna mais apetitoso. Não se trata apenas das cores dos alimentos e de sua apresentação no prato. Como falamos la no comecinho do texto, “a gente come primeiro com os olhos”. O ambiente também precisam ser pensadas, a arquitetura, a decoração, as cores utilizadas influenciam a maneira como nosso cérebro processa a experiência de comer.

Audição

Ouvir um “crec” ao mastigar um alimento faz o cérebro se preparar pra algo fresco, como uma maçã. Alguns estudos identificaram que o barulho pode interferir na percepção do gosto dos alimentos. Isso sem contar com o poder da trilha sonora que pode enriquecer a experiência dos clientes.

Nada mais frustrante do que uma trilha sonora desagradável! Por mais que a comida seja boa, a música tem o poder de nos conectar ou desconectar de qualquer ambiente. A contratação dos serviços de curadoria musical pode ser a melhor saída para criar a playlist perfeita para momentos perfeitos em seu bar ou restaurante.

Tato

A textura é um dos atributos mais importantes de um alimento. Na boca, a textura influencia – se esta murcho, firme, crocante –  isso tudo conta para a nossa percepção de sabor. Mas e a experiência tátil? Quem já escolheu frutas e grãos em supermercados, feiras e empórios sabe que o tato é um dos principais indicadores da qualidade do produto.

Olfato e Paladar

O olfato e o paladar sempre foram considerados sistemas sensoriais independentes, que não interagem até que as respectivas informações cheguem ao cérebro. Mas estudos recentes mostram que essa ideia pode estar equivocada. A interação entre eles pode começar na língua, e não no cérebro. Um estudo provou que é possível sentir o gosto dos alimentos por meio do odor. Que? É isso mesmo, enquanto nós, a vida toda associamos o sabor exclusivamente ao paladar, um estudo recente veio pra comprovar que o sabor característico da maioria dos alimentos e bebidas provém mais do cheiro. A pesquisa destaca que o olfato fornece informações detalhadas sobre a qualidade dos alimentos. O cérebro combina a contribuição do paladar, do olfato e de outros sentidos para criar a sensação de sabor multimodal.

A explicação neurológica para isso é que o cheiro  ativa o senso “hedônico”,  aquela sensação de prazer, que no caso da comida, resulta água na boca!

E ai já sentiu o sabor de alguma coisa que nunca comeu?

 

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