Naming: gravado na mente e na alma

Já parou pra pensar no efeito que um bom naming – nome de uma marca, pode causar quando alcança a mistura de mente e alma?

Nesse post tem a receita do que você precisa saber para ter aquele nome de dar água na boca!

O nome é o cartão de visitas de uma empresa, uma vez que carrega todas as associações que fazemos de uma marca. Por isso, ele tem que ser sonoro, de fácil entendimento, para todos ouvirem. Um bom teste para saber se o nome escolhido será de simples interpretação é tentar falar em ambientes barulhentos ou via telefone.

Além de sonoro, o nome precisa ser legível e visualmente interessante para que o consumidor possa compreender de forma rápida e simples, facilitando sua memorização. Outra dica importante para a escolha  é buscar associações positivas, já que essas podem interferir diretamente no posicionamento da empresa e na capacidade de associação dos clientes, e claro, precisa fazer sentido, gerar identificação com a proposta do que está sendo oferecido. 

E o que ele representa?

O naming nada mais é do que a essência da marca, que constrói a personalidade de toda a empresa e facilita a aproximação do cliente.

A receita para criar um nome perfeito está diretamente relacionada ao planejamento estratégico e à visão da empresa. Conhecer bem o produto, como sua história, caraterísticas, benefícios e público-alvo são bons ingredientes para inspirar a criação de um nome. Por mais que no início não pareça importante saber onde a empresa quer chegar no futuro, é essencial para a criação do naming. Por exemplo, se houver desejo de expansão geográfica, o nome deve ser compreendido e falado em qualquer língua.

Vamos botar a mão na massa?

O nome pode surgir de fundadores, funcionários e clientes. Um ótimo tempero para a receita do  nome perfeito é utilizar ferramentas do design thinking como o brainstorming, que seria uma chuva de ideias até chegar a um consenso ou imersão, que é mais profunda, na qual podemos elaborar um mapa mental com características da marca.

E para inspirar, os tipos e exemplos food(as):

  1. Nomes de pessoas: aqueles que levam o nome de seus fundadores, família ou inventor, como nos casos da Kellogg’s e Nestlé. Essa categoria usufrui da vantagem da facilidade de registro, mas, por outro lado, tem que gastar mais com investimentos para construção da marca, pois esta não descreve o negócio.
  2. Descritivo: descrevem a natureza do negócio de forma direta, como a Coca-Cola, que usava folhas de coca e sementes de cola na sua primeira fórmula.
  3. Lugar de origem: as marcas que se referem ao lugar de origem ou atuação inicial, são utilizados quando o lugar é parte forte da identidade. Um exemplo de place branding é pizzaria Domenica, que leva o nome de uma cidadezinha no sul da Italia. 
  4. Metafóricos: representa a natureza do negócio indiretamente, acontece por meio de associações, como no caso da Quaker. A marca de aveia se inspirou em uma seita protestante com o mesmo nome, que tem como objetivo difundir pureza, honestidade, força e coragem.
  5. Artificiais: são palavras novas que normalmente não tem no dicionário, como a marca novaiorquina de sorvete Haagen-Dazs, que criou esse nome para dar a ideia de ser uma palavra escandinava, e assim, a marca ser europeia.
  6. Abreviações: normalmente acontecem quando os nomes são muito longos ou de difícil interpretação, como o TT Burguer que é o caminho mais curto para Thomas Troisgros.
  7. Status: acontece quando o nome, seja pela sonoridade e/ou significado, remete à condição de status, como por exemplo, o Diamante Negro. No Brasil, há uma tendência forte em escolher nomes em inglês para dar mais prestígio à marca.

 

FONTE: NAMING O NOME DA MARCA, RODRIGUES, DELANO 2ªed., 2013

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