Projeto de ex diarista ‘peita’ tráfico e alimenta 230 crianças por dia em favela de SP

Essa historia chegou as “vitrines” quando Daniel resolveu enviar uma carta para um grande jornal, para contar como sua mãe mata fome de 230 crianças na favela.

Então vamos falar da Marlene, que deu inicio a toda essa historia. Ela foi diarista por mais de 20 anos, mas, no final da década de 90, trabalhou em uma padaria. E em 1995 ela, em um dia ela resolveu levar os pães que sobraram para distribuir na favela dai formou-se uma fila enorme. Talvez seja ai que esse o início de tudo.

Marlene Garcia, 59, uma ex-empregada doméstica que começou a ajudar crianças da favela onde mora.

Com a ajuda da filha, Vanessa Garcia, Marlene levou as crianças para a igreja evangélica. Conseguiu aulas de teatro e de música. “Mas uma hora eu percebi que elas queriam mesmo era comer, porque não tinham comida em casa.” E ai se deu conta que esse era o seu principal objetivo, pois nos anos 2000 mesmo com toda guerra do trafico no Morro da Macumba a fome também fazia muitas vítimas.

E no ano de 2005 Vanessa e Marlene encontram galpão no topo da favela, mas o local era usado como ponto de tráfico e cativeiro de sequestros. Elas foram ate os traficantes apresentaram o projeto, e eles toparam sair e o dono oficial do espaço também cedeu à vontade de Marlene.

O projeto tem auxílio de outros: empresários pagam as contas, doam comida, amigos ajudam a limpar, a Pastoral da Criança doa metade dos alimentos.

As crianças, que passam quatro horas do dia no galpão, têm reforço em matemática e português e aulas de inglês e francês (dada por voluntários). Brincam quase o tempo todo: na região há um grande shopping, mas poucas áreas públicas de lazer.

Quando uma criança cresce, ela costuma voltar para ajudar o galpão, e várias já estão se formando na faculdade. Já são 12 anos, e o projeto virou oficialmente a ONG Reviver, que não recebe um centavo de nenhum governo.

E você, qual  é o seu proposito ?

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