Primeiro mercado de “produtos vencidos”

Uma ONG dinamarquesa Folkekirkens Nødhjælp inaugurou em Copenhague o Wefood, o primeiro supermercado dedicado à venda de produtos vencidos – que iriam para o lixo por estarem fora da validade, mas que ainda se encontram apropriados para o consumo.

A inauguração contou com a presença da princesa Marie e da ministra do Meio Ambiente e Alimentação da Dinamarca, Eva Kjer Hansen. A iniciativa pretende combater o desperdício de alimento e apontar esse como um dos aspectos ambientais e sociais mais graves hoje.

Segundo a ONU, um terço dos alimentos produzidos anualmente acaba no lixo, enquanto quase um bilhão de pessoas passa fome diariamente pelo mundo. Só na Dinamarca, país especialmente preocupado com a questão ambiental e o bem estar social, cerca de 700 mil toneladas de alimento são desperdiças por ano.

A Ministra e a princesa Marie inaugurando o Wefood

Per Bjerre, ligado à ONG responsável pelo supermercado, lembra que os produtos são testados e tem sua qualidade garantida. É, portanto, além de uma maneira de combater o desperdício e a pobreza, também uma oportunidade de adquirir produtos consideravelmente mais baratos, chegando a metade do valor de produto em outros supermercados.

A princesa Marie passeando pelo supermercado após a inauguração

Bjerre explica que, por exemplo, quando uma fruta apodrece em uma caixa, é mais rápido e lucrativo para os supermercados jogar a caixa toda fora. No caso do Wefood, a função de seus funcionários é justamente separar a fruta boa das ruins, e fazer render aquele lote antes condenado. Assim, os produtos seguem seguros e, dependendo, ainda frescos para o consumo.

O supermercado foi viabilizado através de um financiamento coletivo, e todos os funcionários trabalham voluntariamente no Wefood. Os lucros serão destinados a trabalhos sociais realizados pela ONG na África e na Ásia.

E se para nós, acomodados em nossos desperdícios diários, a ideia pode parecer estranho, Bjerre aponta que todo o estoque de abertura da loja acabou no primeiro dia, e que na manhã seguinte já havia uma fila do lado de fora antes mesmo das portas abrirem. O futuro realmente pode ser mais barato, ecologicamente e socialmente corretos, sem perder o sabor nem os nutrientes.

Fonte: Hypeness

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